Uso da linguagem

O uso da linguagem na PNL

De acordo com especialistas da PNL, existe um tipo de linguagem que deve ser evitada no dia-a-dia. Um conceito muito abordado e importante dentro da Programação Neurolinguística é o hábito comum, gerado e fortalecido pela comunicação com a verbalização, que o ser humano adota desde cedo para gerar culpa e insatisfação. De acordo Furlan, apud Cardoso (2002) quando se verbaliza que um erro, um fracasso, na maioria das vezes, este tipo de expressão gera sentimentos de culpa, de incapacidade, de incompetência. Mas o fato pode ser encarado sob a perspectiva dos resultados, como imaginar a frase dita de outra forma: “Obtive um resultado insatisfatório quando tomei essa decisão.” Assim, outros tipos de pensamentos são provocados, como por exemplo, imaginar o que seria preciso fazer para se obter um resultado satisfatório. Neste contexto, sentimentos de culpa e de incapacidade são mais facilmente isolados, para que a focagem seja a busca de soluções. Portanto, é fundamental estar atento a que tipos de perguntas o indivíduo faz para si próprio, no seu diálogo interno. Furlan, op. cit., dá alguns exemplos de como a linguagem influencia o estado emocional:

Dizer expressões como “Tudo está errado, nada está bom.”, “Sempre dá errado.”, “Sempre me prejudico.”, é generalizar uma situação ruim ou desagradável, o que acaba gerando uma espécie de concordância interna. O cérebro está programado a dizer sim para os pensamentos.

Deve-se tomar cuidado com as palavras sempre, nunca, impossível, jamais, pois são limitadoras, sinônimos de restrição e impossibilidade. Além de impedir o desenvolvimento em vários setores da vida, limitam a possibilidade de encontrar solução para os problemas e as adversidades.

O conjunto “Se. Mas…” é outro tipo de linguagem a ser usada cautelosamente, pois podem representar poderosos destruidores de novas perspectivas, pensamentos e inovações e criação. Se alguém diz, por exemplo: “Vou fazer pós-graduação se eu conseguir um aumento de salário!”, a primeira frase é uma afirmação (vou fazer pós-graduação) e caracteriza aquilo que se deseja. Quando há o condicionamento, o “se” acaba por limitar as possibilidades de realização. Talvez, para fazer a pós-graduação, o aumento de salário não seja o único jeito, porém a mente entendeu que isso só vai acontecer se houver um aumento de salário. Outro exemplo: “Estou feliz com meu novo empreendimento, mas ainda preciso aumentar minhas vendas.” Percebe-se como o “mas” acaba por minimizar a importância de estar feliz. Seria mais positivo imaginar isso dito dessa forma: “Estou feliz com meu novo empreendimento, e ainda quero aumentar minhas vendas.” No segundo exemplo, observa-se que existe um grau maior de convicção, existe a evidência de um sentimento importante e, além disso, há a constatação de que se deseja melhorar as vendas. Esta postura faz grande diferença, pois a pessoa sai de uma condição de vítima para uma condição de comando sobre o que deve fazer.

Uso de frases na sua forma negativa (que usam a palavra não) também deve ser evitado em algumas situações. Um exemplo pode ser dado quando se diz “Não se esqueça de fazer as compras.” O processo de registro inconsciente normalmente é visual, o indivíduo registra uma imagem. Como não é possível registrar uma imagem na negativa, a imagem criada é: “esqueça de fazer as compras”. É necessário, portanto, usar sempre as frases e expressões na forma afirmativa, como no exemplo “Eu quero morar lá.” ao invés de “Acho que jamais vou morar lá.”

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