Inteligência Emocional no trabalho

Em toda organização onde pessoas trabalham e convivem juntas, existe a necessidade de um ambiente que proporcione condições adequadas para o trabalho em equipe. A cooperação é de extrema importância para que se alcance maior eficiência e produtividade. O fato é que, como cada pessoa possui suas próprias características, capacidades e estilos de interação diferentes uma das outras, essa cooperação é prejudicada por conflitos resultantes das diferenças individuais. A maioria das pessoas tem dificuldade para lidar com os sentimentos dos outros e com os próprios conflitos internos. São fatores que afetam a concentração e a memória do indivíduo, levando-o a tomar decisões sem objetividade e desperdiçar energia em seu trabalho e mesmo na esfera pessoal.

Muito tem se falado sobre a Inteligência Emocional ligada ao contexto do trabalho. É verificável que essas discussões aceleraram amplamente após a expressão ter sido fortalecida no livro de Daniel Goleman, psicólogo e jornalista americano, publicado inicialmente no ano de 1995. Embora não seja o pioneiro no assunto, Goleman elaborou argumentos inovadores que põem em questão certas visões dogmáticas presentes na cultura e no conhecimento humano. De acordo com este pesquisador, “uma nova realidade competitiva impõe a utilização da Inteligência Emocional no ambiente de trabalho e no mercado”.(GOLEMAN, 2007, p.168).

Um dos entendimentos extraídos dos estudos de Goleman é que o uso das ferramentas dadas pela Inteligência Emocional permite construir bases sólidas para conquistar objetivos pessoais e profissionais. Com isso, podemos abandonar o velho paradigma de que apenas o QI de uma pessoa é o grande condutor em sua vida, ou a principal essência para o sucesso.

Baseado em pesquisas cerebrais e comportamentais, Goleman (2007) defende que o uso inteligente das emoções e a busca de um equilíbrio entre a razão (Q.I – Quociente de Inteligência) e a emoção (Q.E. – Quociente Emocional) é o que determina em grande parte o sucesso pessoal ou profissional do ser humano. Para esse autor é possível aprender e potencializar certas capacidades ligadas às nossas emoções e com isso obter ótimos resultados em termos de liderança, conflitos, negociação e vários outros aspectos dos relacionamentos interpessoais.

Outro importante ponto abordado por Goleman é o fato de que a Inteligência Emocional evolui à medida que trabalhamos e desenvolvemos nossas emoções. Isso constitui um aspecto motivador para todos que buscam melhorar sua vida pessoal e profissional.

A Inteligência Emocional pode ser em grande parte, aprendida e continuar a se desenvolver no transcorrer da vida, com as experiências que acumulamos. Nossa competência em relação à Inteligência Emocional cresce continuamente. (GOLEMAN, 2007, p.20)

Avaliando estudos sobre Inteligência Emocional, verifica-se uma variedade de técnicas que contribuem para o fortalecimento do Quociente Emocional. Trabalhando características próprias do ser humano é possível conseguir o que Goleman chama de alfabetização emocional. Alguns autores têm utilizado práticas presentes na Programação Neurolinguística (PNL) para expressar formas de se trabalhar com o Q.E. e obter melhores resultados. No próximo item deste trabalho, será abordado o que é a PNL e delimitado alguns recursos que ela pode apresentar para o desenvolvimento da Inteligência Emocional.

Portanto acredita-se que o equilíbrio psicoemocional está intimamente ligado ao sucesso profissional, principalmente dos profissionais que ocupam posições de liderança. Pretende-se com o estudo do tema, analisarem-se os benefícios práticos do uso de elementos da Inteligência Emocional, tendo como base a teoria difundida por Daniel Goleman aliada aos estudos realizados na área por outros autores.

O tema proposto é desafiador, sendo motivo de controvérsias na área empresarial. Tendo consciência deste fato, é preciso dizer que este trabalho não esgota de forma alguma o tema, mas busca através do confronto entre vários pontos de vista, meios passíveis de serem observados e verificados no cotidiano profissional de secretariado.

É constatável o aumento significativo das discussões sobre a Inteligência Emocional no trabalho. No entanto, percebe-se que a maioria dos profissionais interessados no tema ainda não levou o conceito para a vida prática. A realidade social deste começo de século XXI impõe, nos mais variados ambientes, situações de estresse aos quais as pessoas não estão conseguindo controlar, gerando uma série de frustrações e desgastes que abalam o equilíbrio emocional.

As deficiências em Inteligência Emocional nos diversos grupos de trabalho provocam um alto número de conflitos interpessoais, mau funcionamento de equipes, aumento de acidentes e situações de estresse emocional além de uma rotatividade maior de empregados. O clima organizacional é o resultado direto de todas as relações presentes no interior da organização. E as relações humanas são as do tipo mais comum. Assim, qualquer divergência entre pessoas de setores e departamentos diferentes e inclusive entre os mesmos, influencia o clima organizacional.

Com isso, pode-se concluir que, saber lidar com as emoções é tão importante para o desempenho profissional quanto às habilidades de raciocínio, também chamadas de quociente de inteligência (QI). Quanto mais indivíduos emocionalmente inteligentes a empresa possuir, maior será a sinergia no ambiente de trabalho, impulsionando mudanças positivas nos resultados.

Segundo Andreani (2007), pesquisas revelam que 87% das demissões são causadas por problemas ligados à falta de competências emocionais e apenas 13% por situações de aprendizado técnico. Percebe-se que a Inteligência Emocional tende a ser cada vez mais valorizada pelo mercado de trabalho.

Diante desse quadro, que prejudica o desempenho das organizações públicas e privadas, em termos de produtividade, eficiência e outras prioridades, uma boa parte de gestores já tomou consciência de que é necessário construir modelos investindo nos recursos humanos, e não negligenciar os aspectos humanos no trabalho. Segundo Goleman (2007), mais do que em qualquer época, características como iniciativa, empatia, capacidade de trabalho em equipe, liderança e flexibilidade são requisitos essenciais no currículo profissional e pessoal.

É nesse contexto que a aplicação da Inteligência Emocional pode gerar um grande impacto no sentido de criar resultados melhores nos relacionamentos humanos. Porém, mais do que se interessar e conhecer sobre Inteligência Emocional deve-se colocar em prática os conceitos teóricos, iniciando assim um processo muito mais efetivo. Para Moscovici (2001, p. 16) “aprender vivendo os conceitos, e não apenas ouvindo ou lendo informações a respeito, pode significar mudança marcante nos processos cognitivos e emocionais”. A autora diz que tais mudanças ficam claras quando as pessoas adotam novas formas de comportamento e outras maneiras de abordar situações interpessoais. Assim, a participação em grupo melhora e a comunicação se torna mais fácil.

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